Mussarelas de qualidade feitas com leite bovino

Uma das primeiras mozzarellas de búfala comerciais no país era de vaca e, no sentido de valorizar o produto elaborado com leite de búfalas os criadores e a ABCB buscavam divulgar as diferenças na mídia,. entre elas a coloração amarelada do produto bovino face à presença de caroteno.
Surgiram porém tecnologias que permitiam mascarar o tom amarelado do produto com a mistura de leite de vaca através de adição de corantes. A ABCB idealizou então o Programa Selo de Pureza 100% búfala buscando certificar os produtos puros.
Infelizmente nem todos os produtos elaborados com puro leite de búfala eram de qualidade o que franqueou a penetração de produtos que mesmo elaborados com leite bovino apresentavam excelente qualidade .
O programa do Selo da ABCB, além da certificação, passou a promover a melhoria de seus produtos através de capacitação, treinamento, importação de equipamentos e, na medida de seu orçamento, em ações de divulgação.
Infelizmente, a adesão ao programa pelos industriais do setor é ainda muito baixa o que resulta em menores recursos para fomento do produtos elaborados com puro leite da espécie. Da mesma forma, é ainda muito reduzido o apoio dos criadores de búfalos seja no sentido de fortalecer sua instituição representativa (se associando e participando ativamente) seja atuando de forma mais efetiva na difusão dos derivados elaborados com o leite que produzem, em suma, na defesa efetiva de sua atividade.
Na minha região há certamente umas duas centenas de produtores de leite de búfalas numa das mais expressivas bacias leiteiras da espécie no país, dos quais, apenas três são associados à ABCB. O leite ali produzido segue hoje principalmente para pelo menos 6 laticínios dos quais apenas um é associado ao programa do Selo. Na maioria das cidades produtoras não é comercializado NENHUM produto de leite de búfalas produzido por estes laticínios.
Assim os produtores reclamam do preço, os técnicos da falta de clientes, os laticínios da falta de mercado e o consumidor… não tem produto.

Esta entrada foi publicada em Derivados, Post e marcada com a tag , , , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *