{"id":288,"date":"2013-06-13T10:10:23","date_gmt":"2013-06-13T13:10:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ingai.agr.br\/?page_id=288"},"modified":"2013-06-13T10:10:57","modified_gmt":"2013-06-13T13:10:57","slug":"o-projeto","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.ingai.agr.br\/?page_id=288","title":{"rendered":"O projeto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Apresentamos a seguir os passos que adotamos na implementa\u00e7\u00e3o de um projeto de explora\u00e7\u00e3o leiteira intensificada, a pasto, de b\u00fafalas que, longe de representar um \u201cmodelo exemplar\u201d, traduz uma experi\u00eancia pr\u00e1tica que vivenciamos.<\/p>\n<p>A propriedade, localizada no sudoeste do Estado de S\u00e3o Paulo, no munic\u00edpio de Sarapu\u00ed, possui uma \u00e1rea total de 93 ha, sendo destas, 50 ha destinados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e o restante, ocupado por a\u00e7udes, matas preservadas, estradas\/corredores e benfeitorias. As pastagens implantadas eram de B. ruziziensis. Abaixo, o levantamento topogr\u00e1fico da mesma:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-294\" alt=\"fig1\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig1.jpg\" width=\"614\" height=\"261\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig1.jpg 614w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig1-300x127.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A an\u00e1lise do solo (abaixo) revelou um solo francamente arenoso, \u00e1cido, pobre em macro e micronutrientes. Apesar disso, a pastagem encontrava-se em condi\u00e7\u00f5es razo\u00e1veis, com poucas invasoras e sem sinais de compacta\u00e7\u00e3o elevada (apenas alguma regi\u00f5es isoladas com rabo de burro).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig02.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-295\" alt=\"fig02\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig02.jpg\" width=\"329\" height=\"184\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig02.jpg 329w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig02-300x167.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 329px) 100vw, 329px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Tendo sido adquirida em junho\/2000 deveria ser adaptada para introdu\u00e7\u00e3o do rebanho bubalino ao final de dezembro, o que n\u00e3o permitia uma reforma radical de pastagens (a B. ruziziensis \u00e9 pouco tolerante \u00e0 seca e bastante suscept\u00edvel ao ataque de cigarrinhas), por\u00e9m, o baixo n\u00edvel de fertilidade do solo n\u00e3o permitiria de imediato a substitui\u00e7\u00e3o por gram\u00edneas de alta produtividade, mais exigentes.<\/p>\n<p>A finalidade prevista da explora\u00e7\u00e3o era efetuar um ciclo completo, com produ\u00e7\u00e3o leiteira, cria e recria, tanto de machos quanto f\u00eameas a fim de comercializar o leite e animais para reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O suporte usual das pastagens na regi\u00e3o situa-se em torno de 0,8-1,5 UA\/ha, ou cerca de 1 b\u00fafala por hectare no per\u00edodo chuvoso, bem marcado na regi\u00e3o, com disponibilidade de pastagens entre novembro-abril e um per\u00edodo seco e frio no outono\/inverno.<\/p>\n<p>O projeto forrageiro previu para as matrizes, pastejo rotacionado nas \u00e1guas e consumo de mistura de silagem de gram\u00edneas+cana+ur\u00e9ia no per\u00edodo seco; para as novilhas, pastejo rotacionado nas \u00e1guas e, na seca, extens\u00e3o da \u00e1rea de pastejo com ocupa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de capineiras destinadas \u00e0 silagem (pasto diferido) ; para garrotes, pastejo rotacionado nas \u00e1guas e venda de animais com 2 anos (reprodu\u00e7\u00e3o ou abate) com redu\u00e7\u00e3o da lota\u00e7\u00e3o na seca e para bezerros, aleitamento no per\u00edodo seco (pela estacionalidade dos bubalinos), complementados com pastoreio de corredores, pequenos piquetes de manejo e a mesma alimenta\u00e7\u00e3o das matrizes. Planejou-se uma \u00e1rea para rota\u00e7\u00e3o de culturas sendo plantado milho para consumo no ver\u00e3o e forrageiras de inverno\/pousio na seca e a cada 3-4 anos, rota\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea de cana.<\/p>\n<p>A \u00e1rea dispon\u00edvel foi ent\u00e3o subdividida em \u201clotes\u201d menores, respeitando a \u201cgeografia\u201d do terreno, procurando manter os piquetes de manejo e forrageiras mais pr\u00f3ximas do est\u00e1bulo e outras, destinadas a ensilagem e diferimento na seca, junto \u00e0 \u00e1rea de novilhas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig03.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-296\" alt=\"fig03\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig03.jpg\" width=\"691\" height=\"387\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig03.jpg 691w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig03-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com base na lota\u00e7\u00e3o prevista e estimando um consumo di\u00e1rio de 2,5% do PV em mat\u00e9ria seca, estabelecemos a produtividade necess\u00e1ria das pastagens e forrageiras.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig04.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-297\" alt=\"fig04\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig04.jpg\" width=\"514\" height=\"202\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig04.jpg 514w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig04-300x117.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 514px) 100vw, 514px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para obten\u00e7\u00e3o do suprimento de volumosos nas pastagens, a produtividade regional de 0,8 a 1,5 UA\/ha mostrava-se insuficiente, da mesma forma que os valores m\u00e1ximos obtidos pela ado\u00e7\u00e3o de um pastoreio rotacionado sem ou com uso m\u00ednimo de insumos (f\u00f3sforo\/calagem), que atinge um suporte m\u00e1ximo de 2,5 a 3,0 UA\/ha. A alternativa proposta foi ent\u00e3o a de intensifica\u00e7\u00e3o com base em pastejo rotacionado e uso de fertiliza\u00e7\u00e3o visando atender em cada lote a produ\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Desta forma, procedemos \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de corretivos e fertilizantes visando instituir n\u00edveis de fertilidade do solo que permitissem uma produtividade ampliada. Verifica-se que os n\u00edveis almejados de produtividade, conforme anteriormente mencionado, s\u00e3o pass\u00edveis de serem alcan\u00e7ados mesmo com a B. ruziziensis. Efetuamos uma ro\u00e7ada em toda a pastagem e sobre a palhada, aplicamos os insumos superficialmente, misturando a eles sementes de B. brizantha, sem incorpora\u00e7\u00e3o sendo ainda aplicados cerca de 30 kg de nitrog\u00eanio por hectare, visando acelerar a decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica depositada. Na \u00e1rea de garrotes, cuja ocupa\u00e7\u00e3o somente se daria em mar\u00e7o e onde o solo se mostrava mais pobre e compactado, procedemos a uma reforma do mesmo, introduzindo B. brizantha. Ap\u00f3s a corre\u00e7\u00e3o (3 anos), a an\u00e1lise do solo mostrou a seguinte evolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig05.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-298\" alt=\"fig05\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig05.jpg\" width=\"283\" height=\"172\" \/><\/a><\/p>\n<p>Efetuamos a implanta\u00e7\u00e3o de curvas de n\u00edvel conforme a declividade do terreno. Cercamos cada \u00e1rea com cercas convencionais de 5 fios e procedemos a divis\u00f5es internas em cada \u00e1rea com cercas el\u00e9tricas, deixando uma dist\u00e2ncia de cerca de 1 m entre a cerca el\u00e9trica e a convencional na periferia, a fim de ali implementar arboriza\u00e7\u00e3o visando sombreamento para melhorar o conforto animal e agir como \u201cquebra-vento\u201d, reduzindo a eros\u00e3o superficial.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig06.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-299\" alt=\"fig06\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig06.jpg\" width=\"590\" height=\"434\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig06.jpg 590w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig06-300x220.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Procuramos configurar cada piquete ao m\u00e1ximo respeitando as curvas de n\u00edvel, o que permite aos animais um menor esfor\u00e7o para colheita da pastagem, reduzindo a necessidade de energia alimentar, bem como favorecendo a redu\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o e distribuindo melhor a deposi\u00e7\u00e3o de dejetos na pastagem. Em cada piquete, colocamos bebedouros com b\u00f3ia e saleiros r\u00fasticos, o que tamb\u00e9m contribui para a redu\u00e7\u00e3o da movimenta\u00e7\u00e3o dos animais e a conservar melhor os corredores. A divis\u00e3o, com os corredores e piquetes, tomou o seguinte aspecto:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig07.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-300\" alt=\"fig07\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig07.jpg\" width=\"658\" height=\"349\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig07.jpg 658w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig07-300x159.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 658px) 100vw, 658px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O princ\u00edpio adotado na divis\u00e3o foi o de permitir um repouso de cerca de 30-32 dias de cada piquete (ciclo determinado para as braqui\u00e1rias, sendo que para napier e coloni\u00e3o, recomenda-se cerca de 40-45 dias) e um per\u00edodo de ocupa\u00e7\u00e3o m\u00e1ximo de 3 dias (a fim de que o animal n\u00e3o como a rebrota). Para per\u00edodos de sobras, que ocorrem no per\u00edodo chuvoso, previmos cort\u00e1-las e acrescentar ao silo em confec\u00e7\u00e3o e para pequenos per\u00edodos de escassez (veranicos), reservamos pequena \u00e1rea que denominamos \u201cescape\u201d ou, ainda, prev\u00ea-se a suplementa\u00e7\u00e3o de volumosos (cana, por exemplo).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig08.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-301\" alt=\"fig08\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig08.jpg\" width=\"557\" height=\"454\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig08.jpg 557w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig08-300x244.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 557px) 100vw, 557px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Desta forma, a \u00e1rea de matrizes foi dividida em 16 piquetes com cerca de 9 a 9,5 mil m2 (2 dias de ocupa\u00e7\u00e3o por 30 de descanso). As \u00e1reas de novilhas e garrotes, foram subdivididas em 12 piquetes cada uma, para ocupa\u00e7\u00e3o de 3 dias e 33 dias de descanso.<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo chuvoso, mantinhamos os animais em lacta\u00e7\u00e3o em um grupo e as secas em outro, no piquete imediatamente anterior, de tal forma que \u00e0s primeiras, que tem maior demanda nutricional, \u00e9 permitido selecionar a dieta. No per\u00edodo de seca, repetimos anualmente a an\u00e1lise do solo, tomando amostras agrupadas por \u201ctalh\u00f5es\u201d relativamente homog\u00eaneos e, com base nelas, efetuamos aplica\u00e7\u00f5es de corretivos e fertilizantes visando sempre dispor de uma base adequada de nutrientes para a produ\u00e7\u00e3o pretendida. De acordo com a lota\u00e7\u00e3o existente, calculamos a necessidade de mat\u00e9ria seca a ser produzida e aplicamos a fertiliza\u00e7\u00e3o recomendada para reposi\u00e7\u00e3o dos nutrientes a serem produzidos, aplicando-as a cada sa\u00edda dos animais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig09.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-302\" alt=\"fig09\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig09.jpg\" width=\"512\" height=\"397\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig09.jpg 512w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig09-300x232.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da grande deposi\u00e7\u00e3o de dejetos na \u00e1rea (20-30 t\/ano) esperamos a m\u00e9dio ou longo prazo aumentar a reciclagem dos nutrientes e desta forma, reduzir, ao menos em parte, o concurso de insumos externos. No per\u00edodo seco, os animais permanecem nas pastagens apenas durante a 1\u00aa e 2\u00aa ordenhas (4-5 horas\/dia), e no resto do tempo, permanecem estabulados. O esterco \u00e9 recolhido diariamente e colocado em montes que, no per\u00edodo das \u00e1guas \u00e9 aplicado sobre as \u00e1reas de capineiras e cana.<\/p>\n<p>Em 1988-89, num projeto similar, numa propriedade no mesmo munic\u00edpio, tivemos oportunidade de avaliar a qualidade do capim no momento da entrada dos animais nos piquetes (fevereiro), bem como da silagem produzida e, comparativamente com dados de literatura, observamos a seguinte composi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig10.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-303\" alt=\"fig10\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig10.jpg\" width=\"544\" height=\"274\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig10.jpg 544w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig10-300x151.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<p>Para o grupo de novilhas, a proposta de manejo envolveu pastejo rotacionado no per\u00edodo de chuvas e, no per\u00edodo seco, substitui\u00e7\u00e3o de novilhas maiores que se integram ao rebanho de adultas ou s\u00e3o comercializadas aos 3 anos, por novilhas menores p\u00faberes e de sobreano, e inclus\u00e3o da \u00e1rea de forrageiras de corte (Tanz\u00e2nia\/momba\u00e7a) no rotacionado, permitindo uma amplia\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de repouso da gram\u00ednea e conseq\u00fcentemente sua maior oferta, conforme se observa na imagem abaixo:<\/p>\n<\/div>\n<div align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig11.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-304\" alt=\"fig11\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig11.jpg\" width=\"559\" height=\"452\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig11.jpg 559w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig11-300x242.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 559px) 100vw, 559px\" \/><\/a><\/div>\n<p>Quanto aos machos, a proposta de manejo forrageiro \u00e9 de rotacionado nas \u00e1guas e, na seca, elimina\u00e7\u00e3o dos maiores (venda para reprodu\u00e7\u00e3o ou para abate), se necess\u00e1rio tratando com silagem alguns animais destinados \u00e0 reprodutores.<\/p>\n<p>A produtividade das forrageiras aferidas no per\u00edodo de 2002\/2003 no per\u00edodo de chuvas foi:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig12.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-305\" alt=\"fig12\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig12.jpg\" width=\"567\" height=\"162\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig12.jpg 567w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig12-300x85.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a>Com tal produtividade foi poss\u00edvel o seguinte suporte:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig13.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-306\" alt=\"fig13\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig13.jpg\" width=\"625\" height=\"162\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig13.jpg 625w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig13-300x77.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\u00a0Verifica-se que mesmo os piquetes de braqui\u00e1ria, se ofertados aos animais nas condi\u00e7\u00f5es apresentadas na tabela acima, apresentam teores de nutrientes suficientes para uma produ\u00e7\u00e3o elevada. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade obtida no projeto, lembrando tratar-se de b\u00fafalas leiteiras (cuja m\u00e9dia produtiva no Estado de S\u00e3o Paulo, situa-se em torno de 1.500 kg\/ano, e \u00e9 remunerado com valores em torno de 50 a 80% superior ao pre\u00e7o e leite bovino), observamos o seguinte:<\/p>\n<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig14.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-307\" alt=\"fig14\" src=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig14.jpg\" width=\"638\" height=\"220\" srcset=\"http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig14.jpg 638w, http:\/\/www.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/fig14-300x103.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Segundo dados da Embrapa Sudeste, a produtividade do sistema de produ\u00e7\u00e3o intensificada de leite a pasto permite, utilizando-se de rebanhos especializados, a obten\u00e7\u00e3o de produtividade de cerca de 20 mil kg de leite\/hectare enquanto que sistemas tecnificados (estabula\u00e7\u00e3o, utilizando-se de mistura total), tem obtido produtividade m\u00e9dia de 17 mil kg de leite por hectare.<\/p>\n<p>Em 2010, visando um aumento na escala produtiva, adquirimos \u00e1rea cont\u00edgua \u00e0 propriedade com o objetivo de ampliar o rebanho a 100 matrizes divididas em 2 grupos de manejo, manter a recria de f\u00eameas e de alguns machos destinados \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o. Assim, a \u00e1rea total da propriedade passou a 50,7 alqueires (122,7 ha), dos quais, apenas 26 alqueires estar\u00e3o integrados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o (52%), 8% \u00e9 ocupado por benfeitorias, estradas e corredores e cerca de 40% de reservas (mata e \u00e1gua).<\/p>\n<p><b>Princ\u00edpios Gerais adotados no Manejo Intensificado de Pastagens<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Se a quantidade ofertada superar o consumo haver\u00e1 uma melhor sele\u00e7\u00e3o da dieta pelo animal e menor esfor\u00e7o para obt\u00ea-la<\/i><\/li>\n<li><i>Nos per\u00edodos iniciais de ocupa\u00e7\u00e3o de uma parcela, a qualidade do alimento colhido \u00e9 melhor que ao final do per\u00edodo.<\/i><\/li>\n<li><i>A melhor qualidade da forragem permite um maior consumo de MS<\/i><\/li>\n<li><i>Ofertar a pastagem ap\u00f3s seu pico de crescimento amplia a quantidade de MS dispon\u00edvel.<\/i><\/li>\n<li><i>O planejamento das instala\u00e7\u00f5es pode permitir um menor disp\u00eandio de energia para manuten\u00e7\u00e3o do animal; dist\u00e2ncia da sala de ordenha, topografia-formato dos piquetes, conforto t\u00e9rmico (sombras, banhados, chuveiros), posi\u00e7\u00e3o de bebedouros\/ saleiros,etc<\/i><\/li>\n<li><i>Quanto maior a quantidade<\/i> <i>relativa de folhas, maior a qualidade nutritiva do pasto<\/i>.<\/li>\n<li><i>Permitir \u00e0 planta per\u00edodo adequado de repouso favorece uma produ\u00e7\u00e3o otimizada de mat\u00e9ria seca. Variar os per\u00edodos de repouso\/ocupa\u00e7\u00e3o conforme as condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento da planta (ambiente, nutrientes no solo, ..), respeitando as caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de cada esp\u00e9cie.<\/i><\/li>\n<li><i>Introduzir os animais no momento em que exista uma adequada oferta de massa (particularmente folhas n\u00e3o senescentes \u2013 mat\u00e9ria verde seca)<\/i><\/li>\n<li><i>Oferecer aos animais massa de volumosos superior \u00e0s suas necessidades a fim de permitir que selecione melhor a sua dieta. <\/i><\/li>\n<li><i>N\u00e3o estender o per\u00edodo de ocupa\u00e7\u00e3o a fim de n\u00e3o permitir que o gado coma a rebrota, que a qualidade da gram\u00ednea n\u00e3o decline, e que permane\u00e7a massa residual suficiente para garantir uma rebrota mais r\u00e1pida e consistente. <\/i><\/li>\n<li><i>Preferir parcelas retangulares tendendo ao quadrado, respeitando as curvas de n\u00edvel e o mais pr\u00f3ximas das salas de ordenha<\/i><\/li>\n<li><i>Favorecer a distribui\u00e7\u00e3o mais uniforme do gado na parcela com coloca\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de corredores, saleiros, bebedouros e eventuais \u00e1reas de descanso.<\/i><\/li>\n<li><i>Estender ao m\u00e1ximo a esta\u00e7\u00e3o de pastejo (mesmo com ocupa\u00e7\u00e3o parcial em cada dia)<\/i><\/li>\n<li><i>Pode-se utilizar o nitrog\u00eanio (aduba\u00e7\u00f5es) estrategicamente a fim de procurar acelerar o ciclo vegetativo.<\/i><\/li>\n<li><i>Utilizar a ro\u00e7adeira ou grupos rapadores para uniformizar \u00e1reas rejeitadas, principalmente no in\u00edcio.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Intensifica\u00e7\u00e3o da Explora\u00e7\u00e3o Leiteira a Pasto<\/b><\/p>\n<p>Acreditamos que a ado\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios at\u00e9 agora apontados, agregados ao respeito \u00e0 fisiologia de plantas e animais sob um sistema de pastagens, em maior ou menor grau, nos tem permitido disponibilizar, numa mesma \u00e1rea, uma maior quantidade de alimentos volumosos e de melhor qualidade aos animais, o que resultou numa maior produtividade<\/p>\n<p>No planejamento do n\u00edvel de intensifica\u00e7\u00e3o pretendido, procuramos levar em conta entre outros fatores, as caracter\u00edsticas da propriedade (solo, clima, topografia), a disponibilidade de infra-estrutura para explora\u00e7\u00e3o, o treinamento da m\u00e3o de obra, os custos relativos de insumos necess\u00e1rios \u00e0 otimiza\u00e7\u00e3o do sistema e da terra na regi\u00e3o, do\u00a0 valor do mercado do produto animal\u00a0 entendemos n\u00e3o haver uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica aplic\u00e1vel a todas as situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresentamos a seguir os passos que adotamos na implementa\u00e7\u00e3o de um projeto de explora\u00e7\u00e3o leiteira intensificada, a pasto, de b\u00fafalas que, longe de representar um \u201cmodelo exemplar\u201d, traduz uma experi\u00eancia pr\u00e1tica que vivenciamos. 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